quarta-feira, 9 de outubro de 2013




Formação Alzheimer
“Envelhecer, Hoje!”
 
Realizou-se na UCC, uma formação sobre a Demência de Alzheimer. Esta foi presidida pela Psicóloga da instituição, Dr.ª Tatiana, e sendo dirigida para as Auxiliares de Ação Médica.

Nesta sessão foram abordados diversos aspetos que se devem ter em consideração, para quem convive com pessoas que sofrem desta demência.
 
 
 À escala global, as perturbações mentais atingem uma prevalência cada vez mais elevada, sendo a Depressão uma das principais causas de incapacidade. Existem dois tipos de distinção de memória, que causam esquecimento; o esquecimento “benigno”, onde existe a perda de nomes, datas, lugares, e o “maligno”, onde há incapacidade de evocar factos recentes, confusão de identidades, desorientação.
 

 

Em Portugal esta afeta a população com 65 anos ou mais. A doença de Alzheimer é o tipo de demência mais frequente nos países industrializados, estimando-se que em Portugal existam cerca de 153.000 pessoas com demência, 90.000 com Doença de Alzheimer, tendo tendência a aumentar devido ao envelhecimento da população, aumentando com a idade e afetando também pessoas cada vez mais jovens. Há aspetos a ter em conta, como por exemplo:
. Início com perturbações graves de memória;
. Alterações cognitivas (orientações no espaço, tempo e pessoas);
. Estado da consciência não alterado;
. Evolução lenta e gradual;
. Afetação da atividades da vida diária (dificuldade em alimentar-se mesmo com ajuda). O diagnóstico é essencialmente clínico, devendo excluir-se a existência de outra doença que possa causar demência.

 
Quem tem contacto com estas pessoas deve ter em conta várias situações:

. Respeitar a necessidade de privacidade e dignidade;

. Ajudar a realizar tarefas, mas não fazer por elas, incentivar a realização da sua higiene pessoal (ajudando quando necessário);

. Tornar as deslocações em casa mais fáceis, retirando os obstáculos que possam ser mais perigosos, prevenindo assim as quedas;

. Dar as refeições sempre à mesma hora e no mesmo local, para não existirem confusões, tendo sempre em atenção se a pessoa consegue comer sozinho e se mastiga bem a alimentação;

. Incentivar o doente a manter-se ativo durante o dia, para este poder dormir melhor de noite;

. Ajudar a vestir, dando assistência, usando roupas mais largas e fáceis de apertar (fecho “Éclair” compridos).

. Sempre que este fale sozinho ou conte histórias que para nós não tenham muito sentido, devemos compreender e entender, pois ao negarmos este pode tornar-se agressivo; e sempre que isto acontecer deve-se chamar a atenção para outras coisas, como ver televisão ou realização de trabalhos manuais.

. Sempre que este possa sair de casa, não esquecer de colocar documentos nos bolsos, caso se possa perder.
Para finalizar, este pequeno vídeo demonstra um pouco desta doença.
 

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